O novo contrato de gestão de
saúde pública da cidade de São Paulo, adotado em novembro de 2013 no início da
gestão de Fernando Haddad, vem causando demissões em massa nas Unidades Básicas
de Saúde do município.
Duas categorias foram bastante
afetadas pelo contrato, os orientadores de fluxo e os técnicos em saúde bucal, TSB.
Francilene Silva (43), foi
orientadora de fluxo por 2 anos pela OSS Santa Marcelina. Como a maioria das
pessoas contratadas para tal função, seu trabalho dentro da unidade era no
arquivo e recepção.
No início de junho desse ano
ela foi desligada do quadro de funcionários da empresa. Segundo Francilene, a
gerente usou o novo contrato como justificativa para o desligamento, “ ela
disse que minha função deixou de existir e a prefeitura não repassa mais a
verba para essa função”.
O mesmo aconteceu com a TSB
Gisele Martins (30), que também foi demitida após seis meses de contratação
pela mesma OSS.
Segundo Gisele, sua gerente
disse que “suas atribuições técnicas não revertem mais verba para a
instituição” e por isso ela foi uma das escolhidas para o desligamento.
O novo modelo de gestão determina
que as unidades básicas de saúde ,UBS, trabalhem pelo menos com equipe mínima
em cada serviço, que o pagamento ou desconto pelas metas, não será mais através
da meta global e sim por tipo de serviço e que cada OSS seja responsável por
uma região, sem dividir território.
Porém, durante a
territorialização, muitos funcionários preferiram ser demitidos, pois as
unidades para as quais seriam remanejados eram muito distantes de suas
residências ou unidades atuais.
Quem continuou trabalhando
teve duas opções: ser transferido para regiões distantes, onde as OSS iriam
administrar, ou ser demitidos e contratados no mesmo dia pelos novos parceiros,
com o risco de redução salarial e mudança de carga horária.
Em entrevista na sede da
Prefeitura de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad disse que “houve muita
demissão, mas houve muita contratação também, obviamente as pessoas só olham as
demissões”. Sobre as demissões devido ao repasse de verba, Haddad disse que não
sabe desse “tópico específico”.






