quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Novo contrato de gestão de saúde pública gera demissões em São Paulo



O novo contrato de gestão de saúde pública da cidade de São Paulo, adotado em novembro de 2013 no início da gestão de Fernando Haddad, vem causando demissões em massa nas Unidades Básicas de Saúde do município.

Duas categorias foram bastante afetadas pelo contrato, os orientadores de fluxo e os técnicos em saúde bucal, TSB.

Francilene Silva (43), foi orientadora de fluxo por 2 anos pela OSS Santa Marcelina. Como a maioria das pessoas contratadas para tal função, seu trabalho dentro da unidade era no arquivo e recepção.

No início de junho desse ano ela foi desligada do quadro de funcionários da empresa. Segundo Francilene, a gerente usou o novo contrato como justificativa para o desligamento, “ ela disse que minha função deixou de existir e a prefeitura não repassa mais a verba para essa função”.

O mesmo aconteceu com a TSB Gisele Martins (30), que também foi demitida após seis meses de contratação pela mesma OSS.

Segundo Gisele, sua gerente disse que “suas atribuições técnicas não revertem mais verba para a instituição” e por isso ela foi uma das escolhidas para o desligamento.

O novo modelo de gestão determina que as unidades básicas de saúde ,UBS, trabalhem pelo menos com equipe mínima em cada serviço, que o pagamento ou desconto pelas metas, não será mais através da meta global e sim por tipo de serviço e que cada OSS seja responsável por uma região, sem dividir território.

Porém, durante a territorialização, muitos funcionários preferiram ser demitidos, pois as unidades para as quais seriam remanejados eram muito distantes de suas residências ou unidades atuais.

Quem continuou trabalhando teve duas opções: ser transferido para regiões distantes, onde as OSS iriam administrar, ou ser demitidos e contratados no mesmo dia pelos novos parceiros, com o risco de redução salarial e mudança de carga horária.

Em entrevista na sede da Prefeitura de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad disse que “houve muita demissão, mas houve muita contratação também, obviamente as pessoas só olham as demissões”. Sobre as demissões devido ao repasse de verba, Haddad disse que não sabe desse “tópico específico”.


Designers gráficos preferem trabalho manual

Nos dias atuais ainda há designs que não hesitam em escolher o trabalho manual.

Em meio a um tempo em que as pessoas usufruem da tecnologia para boa parte das coisas, principalmente designs que vivem frente a um computador, usando seus diversos programas de edição para fazer seus trabalhos, muitas vezes 100% digitais, ainda existe aqueles que apreciam e preferem o manual, porem graças a necessidade da digitalização ainda sim utilizam a tecnologia como meio de auxílio.

É o caso de Gabriella Ribeiro, 26 anos, formada em Design de produtos, opta por trabalhos manuais, porem mesmo com sua preferência não se isenta do digital, como ela mesma diz “Eu gosto muito mais da parte manual, mas a necessidade de hoje do design de produto é muito mais voltada ao design digital, eu uso o digital para me auxiliar nas produções manuais(...)”

Apesar da preferência, o trabalho manual muitas vezes não vale a pena, há quem goste e prefira, porem gera mais gastos, tornando assim o lucro final menor e até gastando mais tempo.

Nosso entrevistado Felipe Drickenin, 28 anos, formado em design gráfico pelo Centro Universitário Belas Artes, relatou sobre sua preferência “Eu uso os dois, pois no meu jeito de desenhar eu gosto de rascunhar a mão livre no papel e passar para o pc e com a mesa digitalizadora (usada para desenhar direto no computador) ir corrigindo os erros e aí finalizar e colorir. A diferença entre os dois é que no papel você tem maior mobilidade manual e na mesa você tem maior facilidade de fazer arte sem gastar materiais caros como tintas, marcadores, aquarela, pinceis e etc. Mas cada artista tem um gosto e ai vai de cada um. ”

Já segundo Bruno Senciel, 24 anos, graças ao maior gasto em materiais quando a escolha é o trabalho “a mão” a maioria das empresas preferem aqueles que trabalham de forma digital. “Eu prefiro a mesa digitalizadora, por não precisar utilizar materiais que eu acabava gastando quando eu costumava desenhar no papel, além de também porque eu tenho mais facilidade e não perco os desenhos com alguns erros como derrubar nanquim na folha” disse Bruno, que apesar de não ser formado trabalhou durante três anos na área de desenho.

Em tempo de crise talvez seja a hora certa de inovar.

O país tem passado por um momento complicado com essa crise que permanece afetando todo o mercado de trabalho, com o design não tem sido diferente. Nossos três entrevistados estão atualmente desempregados e sobrevivendo através dos famosos freelancers. Apesar de suas experiências, o mercado permanece bem fechado.

Mantendo-se de forma positiva mediante a situação atual Gabriella inclusive incentiva aqueles que estão desempregados “O mercado criativo em minha opinião tende a crescer muito mais em época de crise, porque as pessoas não têm emprego e precisam se desenvolver de alguma forma, então elas buscam se aprimorar de forma criativa. A tendência do mercado criativo em época de crise é se desenvolver, eu estou desempregada, mas eu estou em busca de montar a minha empresa”.

Felipe também relatou um pouco do progresso que tem feito para destacar-se, mesmo tendo que procurar, agora, emprego fora de sua área. Sendo formado e trabalhado com desenhos durante muitos anos, como ele mesmo disse que desenha desde os 4 anos de idade, contatos não lhe faltaram e há três anos ele e seu melhor amigo começaram um projeto de produção de um jogo, com a colaboração de alguns amigos, atualmente o jogo está quase na reta final. (para mais informações acesse o site do projeto)

Claro que inovar é sempre algo difícil, mas em um momento de caos no mercado de trabalho, talvez, seja a melhor maneira de sair por cima de forma não prejudicial. Ainda mais numa área que é sinônimo de criatividade.       



Comercio alimenticio elabora estrategia para superar crise econômica


 O Brasil está passando por uma fase difícil chamada crise


A crise é resultado de uma política ruim, é resultado intervenções governamentais na economia
Esta crise de 2016 é a pior da historia do Brasil onde muitas empresas fecharam, e o índice de desemprego só aumenta, de acordo com a IBGE passa se de 12 milhões de brasileiros desempregados.

Um dos poucos setores que ainda resiste a recessão econômica no Brasil é o setor alimentício que teve uma alta no terceiro  semestre e que algumas empresas no ramo de fast food  conseguiram crescer como Ragazzo que expandiu rapidamente sua franquia no Brasil, muito forte pelo os preços e marketing, e a casa de bolos que cresceu e hoje exporta para o estados para o Estados Unidos, por ter uma estratégia muito bem definida, enfim é possível crescer na crise disse o Professor de Economia da Universidade São Judas Marfrad Back, mas para que isso aconteça é preciso ter estratégia antes da crise é preciso saber o que a empresa fez antes, a maioria das empresas começam a tomar decisões quando a crise aperta, mas tem empresas que sempre estão preparados com estratégias, esperando o momento de crise ela não altera e nem quando vai bem e nem quando vai mau, quem conhece o efeito manada nunca acredita que a crise vai vim, quando a crise aparece essas empresas não tem nenhum planejamento para resolver a crise, o que elas fazem? Elas esperam que lá na frente a situação melhore, que volte ao normal, Mafrad ainda fala que tem muitas empresas pelo o Brasil crescendo porque elas guardaram dinheiro em poupança e reterão seus lucros esperando momentos ruins para comprar artigos barato

No segundo semestre os restaurante tiveram uma queda nas vendas abaixaram o preço e diminuíram as porções vendida, de acordo com Leandro proprietário do Restaurante Frasano localizado em Osaco falou que não esta preocupado com a crise, pois esta em um ramo que o consumidor abdica de quase todos os seus consumos menos dos alimentos, a única readequação no meu caso foi destinar um espaço maior no meu estoque de mercadorias com preço baixo, sobre a qualidade não houve mudanças disse Leandro.
Já em 2017 o Professor Marfrad fala que a recuperação das empresas será lenta.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Crise do Desemprego avança no Brasil


Brasileiros encontram novas maneiras de trabalho, devido alta taxa do desemprego.

De frente com a crise que atingiu o País de modo geral, muito tem se visto e falado sobre a taxa de desemprego que vem crescendo desde o início em janeiro de 2012 até trimestre de julho de 2016 é a maior já registrada pela série histórica do indicador. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo não sendo uma boa fase de desempregados no Brasil, ainda existem outras oportunidades para investir e ganhar seu dinheiro, como o trabalho autônomo que vem se expandido em muitos dos Estados do País.




   Davi barros dono do seu próprio negocio, é um desses exemplos e compartilhou pouco da sua história diante do mercado de trabalho, e o investimento que fez para ter um crescimento em seu próprio negócio. 
Davi Barros, diz que sempre teve dom de empreendedorismo, até o ano de 1996 teve registro em sua carteira de trabalho, mas aos 30 anos surgiu interesse em inicia o seu trabalho autônomo, e decidiu junto com sua família iniciar vendas de roupas masculinas em abril de 2001, vendia ternos trabalhando de porta em porta. em 1 mês vendeu 90 peças e com passar do tempo ,após 4 meses, virou distribuidor e  montou uma equipe com 40 vendedores e com isso as vendas foram crescendo, e adquirindo clientelas. 

Foto: Elidiane Nascimento / O Factual


Morava em Várzea Paulista/SP, mas com o crescimento do negócio, veio morar em 2008 em Jundiaí, pois surgiu a oportunidade de abrir uma loja na Cidade de Cajamar, localizada no bairro de jordanésia. O nome da loja foi sugerido   pelo seu amigo registrada de All Classic.

 Após seis meses surgiu oportunidade de trabalhar com locação de roupas e assim decidiu adquirir vestidos de festa femininos, vestidos para noivas e para crianças como daminha de honra ou noivinho. Feliz com retorno que estava obtendo seu trabalho, abriu mais 2 lojas na Cidade de Jundiaí no Ano de 2012, sendo 1 loja de roupas masculinas e outra feminina, e nos dias de hoje somente trabalha com locação dessas roupas, seu negocio vem crescendo a cada dia, mesmo diante da crise, quem trabalha com ele é sua família e diz que assim sempre será. 



                                                        Foto: Elidiane Nascimento / O Factual


Esta 16 anos nessa área e 9 anos com suas lojas,sendo uma loja familiar desde a sua administração, Davi Barros  tem paixão pelo o que faz, deixa uma frase, que leva sempre com ele “Na dificuldade criava uma oportunidade, você tem que agarrar e amar o que faz”.

O Especialista em economia, Reinaldo de Oliveira Soares diz que de acordo com primeiro inciso IV, da Constituição Federal, a valorização do trabalho e da livre iniciativa, significa que qualquer individuo, sem distinção de cor, raça, crédulo, poderá se tornar um empreendedor e caberá ao Estado pelo menos legalmente garantir esse direito, fundamental para um País democrático, cujo sistema econômico, seja o capitalista, este direito não é suficiente para que as pessoas se tornem empreendedores, outras variáveis sociais econômicas também influenciam.

Como a crise econômica, quando está em pleno emprego, sem ociosidade dos fatores de produção, significa que as famílias estão consumindo mais, e neste caso, as empresas para continuarem a produzir precisam de mais mão de obra e para tanto contratam mais pessoas.
Porém em tempos que se encontra o mercado de trabalho, tanto as famílias quanto as empresas, receosas deixam de investir, e assim o consumo diminui. Menos famílias comprando, as empresas diminuem a produção e a fim de eliminar custos, reduzem a mão de obra contratada, consequentemente as rendas das famílias diminuem e isso vira um circulo vicioso, elevando o índice de desemprego.

 Pelo fato de muitas pessoas desempregadas, a oferta de mão de obra se eleva, as empresas ficam mais rigorosas e seletivas na contratação. Diante desse quadro, sem possibilidades de conseguir empregos, muitas pessoas aproveitam o momento para montar um negócio próprio. Muitas sem qualquer capacidade ou visão empreendedora se arriscam a empreender e investe suas economias, recursos advindos das verbas rescisórias, e não conseguem decolar, já outros que iniciam com uma visão no decorrer do tempo consegue ter o crescimento e investi cada vez mais em seus negócios.




sábado, 19 de novembro de 2016

Escola Sesi recebe prêmio de Comitê Paraolímpico

Evento foi realizado no Museu de Arte no Rio de Janeiro e teve a presença de paratletas de todo o Brasil.

Foto: Wellington Lima /O Factual


O Comitê Paraolímpico Brasileiro, (CPB) celebrou um evento com os melhores projetos escola ligados ao esporte paraolímpico do Brasil. A cerimônia foi realizada no Museu de Arte do Rio de Janeiro com a presença dos medalhistas paraolímpicos revelações dos jogos Rio 2016. A Escola Sesi de Suzano, grande São Paulo, foi uma da premiadas.Nathalie Filomena de Lima e Silva iniciou no esporte aos oito anos de idade, no vôlei tradicional e aos quinze anos investiu no vôlei sentado, conquistando nove vezes o título de campeã brasileira. 

A equipe de Nathalie ganhou a medalha de bronze nos jogos Paraolímpicos do Rio e ganhou o prêmio de revelação do vôlei de sete feminino."Foi uma emoção enorme, pois era meu sonho ganhar uma medalha na Paraolímpica e, ainda mais, sendo no Brasil, pena que não foi de ouro, né. Foi muito bom, porque o público abraçou os jogos de uma forma emocionante sempre lotando os ginásios, sendo motivo de muita emoção para todos os atletas", disse Nathalie.

 
Fonte: Nathalie Filomena
Segundo Nathalie, após o sucesso dos jogos Paraolímpicos do Rio,o governo brasileiro e empresários tem que olhar com mais atenção para esses paratletas,  pois são modalidades que tem tudo para crescer com o tempo, porque os jogos do Rio foram a prova que temos condições em fazer grandes campeonatos. A equipe de vôlei de sete feminino está se preparando para os campeonatos paulista e nacional do ano que vem e, consequentemente, para os próximos jogos Paraolímpicos que irá acontecer em 2020 em Tóquio.

A medalhista de Bronze dos jogos do Rio ressaltou  a importância dos meios de comunicação de massa e disse que existe uma diferença enorme de mundos, entre Olimpíadas e Paraolimpíadas, pois as mídias não banca os jogos para equipe de esporte adaptado, porque existem preconceitos por parte de empresários, por achar que é um produto que não vende, pois a visibilidade é baixa, mas a prova disso, é o público que comparecerão nos jogos.
 

Projeto de Inclusão Social da escola Sesi/Suzano rende bons frutos   

O Sesi tem um projeto de inclusão social para atletas com deficiência física , é a instituição que tem o maior número de atletas revelados para competições de esporte adaptado no país, ou seja, a cada jogos Paraolímpicos, o Sesi revela uma quantidade expressiva de paratletas, fazendo com que, seja uma referência, no que diz respeito a esporte adaptado.
                                                                                                           
Ronaldo de Oliveira é o idealizador do projeto de inclusão social,que teve inicio no ano de 2005, onde preparavam sua equipe para os jogos de 2008 em Pequim. "O inicio foi difícil, porque não ouve investimento da mídia. Toda equipe tinha que vender Rifas para conseguir algum dinheiro e pedir ajuda para os vereadores com o projeto, só que, ninguém os escutava. Em 2010, após as Paraolimpíadas de Pequim as coisas melhorarão, pois ouve uma participação melhor da imprensa, e consequentemente, uma maior visibilidade." disse Ronaldo.
Fonte: Ronaldo Oliveira
O auge desse projeto ocorreu, após os jogos de Londres em 2012, onde o Sesi se tornou o único projeto escola do país, que trabalha com todas as modalidade esportiva existentes nos jogos Paraolímpicos. As modalidades de atletismo fica em Santo André e o restante fica no Sesi/Suzano, por exemplo, o vôlei sentado, masculino e feminino, o Bocha para pessoas que sofrem de paralisia cerebral, o tênis de mesa que são para pessoas que tem algum tipo de locomoção e o Golball que é para pessoas que sofrem algum grau de deficiência visual.
                                                                                                                             
Uma vez ao ano são feitas peneiras com intuito de descobrir novos talentos, só que, não basta querer ser um atleta paraolímpico e, sim, ter condições adequadas, pois se trata de um esporte adaptado de alto rendimento. Sérgio Motta, professor de Educação Física formado pela escola federal do Rio Grande do Norte, explica como é feita o processo seletivo de peneiras em busca de novos talentos e como é feito a preparação para os próximos jogos paraolímpicos .

"Não basta pegar jovens talentos com deficiência, mas ele é um esporte de rendimento, ou seja, a pessoa não sabe jogar nada e quer praticar algum tipo esporte aqui no Sesi, não é assim que funciona, ou seja, é feito diversos testes para saber se a pessoa tem algum talento e, partindo disso, encaixa-lo na modalidade esportiva  que mais se adequar a ele" . Nesse intervalo de tempo a cada 4 anos para a próxima Paraolimpíada  existem competições regionais, estaduais, internacionais, por exemplo, o Pan-americano, fora as competições de Inter Classes que são feitas a cada semestre. Por sua vez, Ronaldo, juntamente com toda a sua equipe, está satisfeita com o trabalho desenvolvido e preza que a mídia e os empresários acreditem no crescimento do esporte do país.

Vôlei de Sete

Segundo Ronaldo, após os jogos Paraolímpicos do Rio , o Governo Brasileiro tem que olhar com mais atenção para esses paratletas, pois são modalidades que têm tudo para crescer com o tempo, porque os jogos do Rio foi a prova que temos condições de fazer grades campeonatos. Todas as modalidades estão se preparando para os campeonatos regionais e nacionais do próximo ano e, consequentemente, para os próximos jogos Paraolímpicos que irá acontecer em 2020 em Tóquio.