quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Designers gráficos preferem trabalho manual

Nos dias atuais ainda há designs que não hesitam em escolher o trabalho manual.

Em meio a um tempo em que as pessoas usufruem da tecnologia para boa parte das coisas, principalmente designs que vivem frente a um computador, usando seus diversos programas de edição para fazer seus trabalhos, muitas vezes 100% digitais, ainda existe aqueles que apreciam e preferem o manual, porem graças a necessidade da digitalização ainda sim utilizam a tecnologia como meio de auxílio.

É o caso de Gabriella Ribeiro, 26 anos, formada em Design de produtos, opta por trabalhos manuais, porem mesmo com sua preferência não se isenta do digital, como ela mesma diz “Eu gosto muito mais da parte manual, mas a necessidade de hoje do design de produto é muito mais voltada ao design digital, eu uso o digital para me auxiliar nas produções manuais(...)”

Apesar da preferência, o trabalho manual muitas vezes não vale a pena, há quem goste e prefira, porem gera mais gastos, tornando assim o lucro final menor e até gastando mais tempo.

Nosso entrevistado Felipe Drickenin, 28 anos, formado em design gráfico pelo Centro Universitário Belas Artes, relatou sobre sua preferência “Eu uso os dois, pois no meu jeito de desenhar eu gosto de rascunhar a mão livre no papel e passar para o pc e com a mesa digitalizadora (usada para desenhar direto no computador) ir corrigindo os erros e aí finalizar e colorir. A diferença entre os dois é que no papel você tem maior mobilidade manual e na mesa você tem maior facilidade de fazer arte sem gastar materiais caros como tintas, marcadores, aquarela, pinceis e etc. Mas cada artista tem um gosto e ai vai de cada um. ”

Já segundo Bruno Senciel, 24 anos, graças ao maior gasto em materiais quando a escolha é o trabalho “a mão” a maioria das empresas preferem aqueles que trabalham de forma digital. “Eu prefiro a mesa digitalizadora, por não precisar utilizar materiais que eu acabava gastando quando eu costumava desenhar no papel, além de também porque eu tenho mais facilidade e não perco os desenhos com alguns erros como derrubar nanquim na folha” disse Bruno, que apesar de não ser formado trabalhou durante três anos na área de desenho.

Em tempo de crise talvez seja a hora certa de inovar.

O país tem passado por um momento complicado com essa crise que permanece afetando todo o mercado de trabalho, com o design não tem sido diferente. Nossos três entrevistados estão atualmente desempregados e sobrevivendo através dos famosos freelancers. Apesar de suas experiências, o mercado permanece bem fechado.

Mantendo-se de forma positiva mediante a situação atual Gabriella inclusive incentiva aqueles que estão desempregados “O mercado criativo em minha opinião tende a crescer muito mais em época de crise, porque as pessoas não têm emprego e precisam se desenvolver de alguma forma, então elas buscam se aprimorar de forma criativa. A tendência do mercado criativo em época de crise é se desenvolver, eu estou desempregada, mas eu estou em busca de montar a minha empresa”.

Felipe também relatou um pouco do progresso que tem feito para destacar-se, mesmo tendo que procurar, agora, emprego fora de sua área. Sendo formado e trabalhado com desenhos durante muitos anos, como ele mesmo disse que desenha desde os 4 anos de idade, contatos não lhe faltaram e há três anos ele e seu melhor amigo começaram um projeto de produção de um jogo, com a colaboração de alguns amigos, atualmente o jogo está quase na reta final. (para mais informações acesse o site do projeto)

Claro que inovar é sempre algo difícil, mas em um momento de caos no mercado de trabalho, talvez, seja a melhor maneira de sair por cima de forma não prejudicial. Ainda mais numa área que é sinônimo de criatividade.       



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