Nos dias atuais ainda há designs que não hesitam em
escolher o trabalho manual.
Em meio a um tempo em que as
pessoas usufruem da tecnologia para boa parte das coisas, principalmente
designs que vivem frente a um computador, usando seus diversos programas de
edição para fazer seus trabalhos, muitas vezes 100% digitais, ainda existe
aqueles que apreciam e preferem o manual, porem graças a necessidade da
digitalização ainda sim utilizam a tecnologia como meio de auxílio.
É o caso de Gabriella Ribeiro,
26 anos, formada em Design de produtos, opta por trabalhos manuais, porem mesmo
com sua preferência não se isenta do digital, como ela mesma diz “Eu gosto muito mais da parte manual, mas a necessidade
de hoje do design de produto é muito mais voltada ao design digital,
eu uso o digital para me auxiliar nas produções manuais(...)”
Apesar da
preferência, o trabalho manual muitas vezes não vale a pena, há quem goste e
prefira, porem gera mais gastos, tornando assim o lucro final menor e até
gastando mais tempo.
Nosso
entrevistado Felipe Drickenin, 28 anos, formado em
design gráfico pelo Centro Universitário Belas Artes, relatou sobre sua
preferência “Eu uso os dois, pois no meu jeito de desenhar eu gosto de
rascunhar a mão livre no papel e passar para o pc e com a mesa digitalizadora (usada
para desenhar direto no computador) ir
corrigindo os erros e aí finalizar e colorir. A diferença entre os dois é que
no papel você tem maior mobilidade manual e na mesa você tem maior facilidade
de fazer arte sem gastar materiais caros como tintas, marcadores, aquarela,
pinceis e etc. Mas cada artista tem um gosto e ai vai de cada um. ”
Já segundo
Bruno Senciel, 24 anos, graças ao maior gasto em materiais quando a escolha é o
trabalho “a mão” a maioria das empresas preferem aqueles que trabalham de forma
digital. “Eu prefiro a mesa digitalizadora, por não precisar utilizar materiais
que eu acabava gastando quando eu costumava desenhar no papel, além de também
porque eu tenho mais facilidade e não perco os desenhos com alguns erros como
derrubar nanquim na folha” disse Bruno, que apesar de não ser formado trabalhou
durante três anos na área de desenho.
Em
tempo de crise talvez seja a hora certa de inovar.
O país tem passado por um
momento complicado com essa crise que permanece afetando todo o mercado
de trabalho, com o design não tem sido diferente. Nossos três entrevistados
estão atualmente desempregados e sobrevivendo através dos famosos freelancers.
Apesar de suas experiências, o mercado permanece bem fechado.
Mantendo-se de forma positiva
mediante a situação atual Gabriella inclusive incentiva aqueles que estão
desempregados “O mercado criativo em minha
opinião tende a crescer muito mais em época de crise, porque as pessoas não têm
emprego e precisam se desenvolver de alguma forma, então elas buscam se
aprimorar de forma criativa. A tendência do mercado criativo em época de
crise é se desenvolver, eu estou desempregada, mas eu estou em busca de montar
a minha empresa”.
Felipe também
relatou um pouco do progresso que tem feito para destacar-se, mesmo tendo que
procurar, agora, emprego fora de sua área. Sendo formado e trabalhado com
desenhos durante muitos anos, como ele mesmo disse que desenha desde os 4 anos de
idade, contatos não lhe faltaram e há três anos ele e seu melhor amigo
começaram um projeto de produção de um jogo, com a colaboração de alguns amigos,
atualmente o jogo está quase na reta final. (para mais informações acesse o site do projeto)
Claro que
inovar é sempre algo difícil, mas em um momento de caos no mercado de trabalho, talvez, seja a melhor maneira de sair por cima de forma não prejudicial. Ainda
mais numa área que é sinônimo de criatividade.
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