sábado, 19 de novembro de 2016

Escola Sesi recebe prêmio de Comitê Paraolímpico

Evento foi realizado no Museu de Arte no Rio de Janeiro e teve a presença de paratletas de todo o Brasil.

Foto: Wellington Lima /O Factual


O Comitê Paraolímpico Brasileiro, (CPB) celebrou um evento com os melhores projetos escola ligados ao esporte paraolímpico do Brasil. A cerimônia foi realizada no Museu de Arte do Rio de Janeiro com a presença dos medalhistas paraolímpicos revelações dos jogos Rio 2016. A Escola Sesi de Suzano, grande São Paulo, foi uma da premiadas.Nathalie Filomena de Lima e Silva iniciou no esporte aos oito anos de idade, no vôlei tradicional e aos quinze anos investiu no vôlei sentado, conquistando nove vezes o título de campeã brasileira. 

A equipe de Nathalie ganhou a medalha de bronze nos jogos Paraolímpicos do Rio e ganhou o prêmio de revelação do vôlei de sete feminino."Foi uma emoção enorme, pois era meu sonho ganhar uma medalha na Paraolímpica e, ainda mais, sendo no Brasil, pena que não foi de ouro, né. Foi muito bom, porque o público abraçou os jogos de uma forma emocionante sempre lotando os ginásios, sendo motivo de muita emoção para todos os atletas", disse Nathalie.

 
Fonte: Nathalie Filomena
Segundo Nathalie, após o sucesso dos jogos Paraolímpicos do Rio,o governo brasileiro e empresários tem que olhar com mais atenção para esses paratletas,  pois são modalidades que tem tudo para crescer com o tempo, porque os jogos do Rio foram a prova que temos condições em fazer grandes campeonatos. A equipe de vôlei de sete feminino está se preparando para os campeonatos paulista e nacional do ano que vem e, consequentemente, para os próximos jogos Paraolímpicos que irá acontecer em 2020 em Tóquio.

A medalhista de Bronze dos jogos do Rio ressaltou  a importância dos meios de comunicação de massa e disse que existe uma diferença enorme de mundos, entre Olimpíadas e Paraolimpíadas, pois as mídias não banca os jogos para equipe de esporte adaptado, porque existem preconceitos por parte de empresários, por achar que é um produto que não vende, pois a visibilidade é baixa, mas a prova disso, é o público que comparecerão nos jogos.
 

Projeto de Inclusão Social da escola Sesi/Suzano rende bons frutos   

O Sesi tem um projeto de inclusão social para atletas com deficiência física , é a instituição que tem o maior número de atletas revelados para competições de esporte adaptado no país, ou seja, a cada jogos Paraolímpicos, o Sesi revela uma quantidade expressiva de paratletas, fazendo com que, seja uma referência, no que diz respeito a esporte adaptado.
                                                                                                           
Ronaldo de Oliveira é o idealizador do projeto de inclusão social,que teve inicio no ano de 2005, onde preparavam sua equipe para os jogos de 2008 em Pequim. "O inicio foi difícil, porque não ouve investimento da mídia. Toda equipe tinha que vender Rifas para conseguir algum dinheiro e pedir ajuda para os vereadores com o projeto, só que, ninguém os escutava. Em 2010, após as Paraolimpíadas de Pequim as coisas melhorarão, pois ouve uma participação melhor da imprensa, e consequentemente, uma maior visibilidade." disse Ronaldo.
Fonte: Ronaldo Oliveira
O auge desse projeto ocorreu, após os jogos de Londres em 2012, onde o Sesi se tornou o único projeto escola do país, que trabalha com todas as modalidade esportiva existentes nos jogos Paraolímpicos. As modalidades de atletismo fica em Santo André e o restante fica no Sesi/Suzano, por exemplo, o vôlei sentado, masculino e feminino, o Bocha para pessoas que sofrem de paralisia cerebral, o tênis de mesa que são para pessoas que tem algum tipo de locomoção e o Golball que é para pessoas que sofrem algum grau de deficiência visual.
                                                                                                                             
Uma vez ao ano são feitas peneiras com intuito de descobrir novos talentos, só que, não basta querer ser um atleta paraolímpico e, sim, ter condições adequadas, pois se trata de um esporte adaptado de alto rendimento. Sérgio Motta, professor de Educação Física formado pela escola federal do Rio Grande do Norte, explica como é feita o processo seletivo de peneiras em busca de novos talentos e como é feito a preparação para os próximos jogos paraolímpicos .

"Não basta pegar jovens talentos com deficiência, mas ele é um esporte de rendimento, ou seja, a pessoa não sabe jogar nada e quer praticar algum tipo esporte aqui no Sesi, não é assim que funciona, ou seja, é feito diversos testes para saber se a pessoa tem algum talento e, partindo disso, encaixa-lo na modalidade esportiva  que mais se adequar a ele" . Nesse intervalo de tempo a cada 4 anos para a próxima Paraolimpíada  existem competições regionais, estaduais, internacionais, por exemplo, o Pan-americano, fora as competições de Inter Classes que são feitas a cada semestre. Por sua vez, Ronaldo, juntamente com toda a sua equipe, está satisfeita com o trabalho desenvolvido e preza que a mídia e os empresários acreditem no crescimento do esporte do país.

Vôlei de Sete

Segundo Ronaldo, após os jogos Paraolímpicos do Rio , o Governo Brasileiro tem que olhar com mais atenção para esses paratletas, pois são modalidades que têm tudo para crescer com o tempo, porque os jogos do Rio foi a prova que temos condições de fazer grades campeonatos. Todas as modalidades estão se preparando para os campeonatos regionais e nacionais do próximo ano e, consequentemente, para os próximos jogos Paraolímpicos que irá acontecer em 2020 em Tóquio.

                                               

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