De
acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante os períodos
eleitorais, a cada dez candidatos participando das eleições, apenas três são
mulheres em busca de um cargo. Em 2015 houve uma bancada feminina no congresso
que pediu apoio ao TSE, para aumentar a participação das mulheres na política.
Foi aprovada uma lei, onde cada partido participante deve apresentar um número
de 30% de candidatos a cargos políticos que sejam do sexo feminino, para que
aja um equilíbrio no desenvolvimento do país.
O partido que não possuir o número mínimo de
participantes, não terá o seu registro deferido. Esse ato
gerou polêmica, partidos novos visando o seu desenvolvimento usam participantes
laranjas (que são candidatas que não pretendem exercer um cargo político) para
poder se eleger. Em troca elas recebem algum benefício por ajudar o partido a ingressar
na disputa eleitoral. Conversamos com Ladenilson Pereira, que é vereador em
Carapicuíba (SP) sobre esse assunto
A participação das mulheres até o momento é pequena (cerca de 12%). Contudo, nunca houve um esforço tão grande das próprias mulheres em ampliar sua participação, da Justiça Eleitoral no sentido de alterar este quadro e dos partidos em abrir suas vagas ao sexo feminino. Há em tramitação no Congresso uma proposta que pretende implantar uma quota de 30% das cadeiras às mulheres.
Por esse motivo a candidata
participante da disputa eleitoral deve possuir grandes números de votos popular
durante as eleições e haverá fiscalização para impedir que haja manipulação de
votos. Em entrevista a vereadora
de Osasco (SP), Mazé Favarão comenta sobre essa participação
“Evidentemente que eu não aprovo isso, se nós
fomos levados a ter uma lei para que 30% das candidaturas fossem de mulheres,
nós temos que dar as devidas condições para que essas vagas sejam reais e
efetivamente preenchidas. Os partidos devem criar condições para que as
mulheres se coloquem como dirigentes, representantes e como liderança. Para que
quando chegar as eleições elas não sejam laranjas, que sejam efetivamente
candidatas. ”
Na corrida eleitoral o critério de
avaliação para preenchimento das cadeiras inclui o cálculo quociente, no Brasil
há 35 partidos políticos registrados no TSE que possuem poucas mulheres
registradas. Essa participação da mulher na política ainda
caminha em passos lentos e uma reforma política pode mudar essa situação.
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